Biografia

Origem

A banda Rammstein foi fundada por Richard Z. Kruspe. Em 1989 ele fugiu da Alemanha Oriental através da fronteira entre a Austria e a Hungria. Mais tarde ele foi para a Alemanha Ocidental e em 1993 fundou a banda Orgasm Death Gimmick. Depois da queda do muro de Berlim ele regressou  a Schwerin, onde conheceu Till Lindemann (vocalista dos Rammstein) que trabalhava como tecelão de cestos, ao mesmo tempo que tocava como baterista na banda First Arsch.

Durante esta altura, o Richard vivia com Oliver Riedel (na altura baixista na banda The Inchtabokatables) e Christoph Doom Schneider (na altura baterista da banda Die Firma). Richard estava bastante influenciado pela música americana, mas acabou por chegar à conclusão que não gostava muito da música que tinha composto anteriormente, e preferia fazer algo que misturasse o som de guitarras com maquinaria. Os três começaram então a trabalhar juntos num novo projecto.

Inicialmente Richard queria escrever as letras e compôr a música ao mesmo tempo, mas cedo chegou à conclusão que isso era demasiado difícil. Assim convidou Till Lindemann para se juntar ao projecto, pois ele tinha o hábito de cantar durante o seu trabalho, e o Richard gostava de o ouvir. Eventualmente os quatro membros decidiram participar num concurso dedicado a novas bandas, onde o prémio era o acesso a um estúdio de gravações. Eles ganharam esse concurso, e com o tempo de acesso ao estúdio gravaram a sua primeira demo. Depois disto, Paul Landers juntou-se também à banda após ouvir o material que os quatro estavam a produzir. Por esta altura, só lhes faltava um teclista, de forma a poderam aplicar o som de maquinaria imaginado por Richard, e convidaram Christian ‘Flake’ Lorenz a juntar-se a eles – Paul já o conhecia da banda Feeling B, onde ambos tocavam. Flake inicialmente não estava interessado no projecto, mas depois de bastante tempo acabou por se juntar.

Pela altura em que a banda se formou, todos os membros estavam com problemas nas respectivas relações amorosas, o que acabou por servir de inspiração para o álbum Herzeleid (Mágoas do Coração), álbum de estreia dos Rammstein, lançado em 1995. Desde essa altura, a banda ganhou discos de platina e de ouro e tornaram-se nos maiores exportadores de música alemã.

O nome da banda vem de um acidente aéreo ocorrido na cidade alemã Ramstein em 1988, durante uma exibição em que três aviões italianos colidiram e caíram em cima da plateia, provocando a morte de mais de setenta pessoas (video). Foi este acidente que serviu de inspiração para a banda compôr a sua primeira música, à qual chamaram “Rammstein”. De realçar que eles acrescentaram um “M” tanto ao nome da música como ao nome da banda.

Os membros fundadores dos Rammstein mantêm-se na banda até aos dias de hoje, e nunca houve substituições de membros. A única alteração à formação inicial foi a adição do guitarrista Paul Landers e do teclista Christian ‘Flake’ Lorenz, que se juntaram ao projecto já depois de este ter sido iniciado.

Controvérsias

Os Rammstein não têm problemas em gerar polémica, e são fequentemente criticados por organizações conservadoras e moralistas. Em Junho de 1999, na cidade de Worcester do estado de  Massachusetts dos EUA, Till e Flake chegaram a ser presos por causa da actuação ao vivo durante a música Buch Dich – que envolve a simulação de sodomia através da exposição de um dildo a sair das calças do Till. Mesmo na Alemanha, a banda já sofreu bastantes acusações de afinidade ao regime fascista, devido à sua imagem obscura e ocasionalmente militarista – incluíndo o uso de excertos de filmes de propaganda nazi produzidos por Leni Riefenstahl no videoclip da música Stripped. Adicionalmente, quando o álbum Herzeleid foi lançado em 1995 na alemanha, a banda foi acusada pelos média e pelos críticos de se tentarem promover como representantes da raça ariana.  Os Rammstein afirmam que nenhuma destas acusações é verdadeira, e que não se querem associar a nenhum regime político nem a qualquer tipo de supremacia racial. A música Links 2 3 4 (Esquerda 2 3 4) foi escrita em resposta a essas acusações. De acordo com Richard:

“É simples. Se nos quiserem colocar numa categoria política, estamos no lado esquerdo, e essa é a razão pela qual fizemos a música.”

– The Grand Rapids Press, Jul. 22, 2001

Existe no entanto outra interpretação da música: a expressão “Links 2 3 4” é a maneira comum como se ordena o início de marcha no exército alemão – “Links” refere-se ao pé esquerdo, neste contexto.

No mês de Abril de 1999, veio-se a saber que Eric Harris e Dylan Klebold – os dois jovens que cometeram o massacre do Instituto de Columbine – eram fãs de Rammstein, uma das bandas preferidas deles. Os Rammstein foram também severamente criticados por grupos conservadores Cristãos nos EUA, que afirmavam que a forte entoação que Till Lindemann coloca nos “r”‘s é uma imitação do modo como  Adolf Hitler discursava. Em resposta, a banda fez a seguinte declaração:

Os membros dos Rammstein expressam as suas condolências e sentimentos a toda a gente afectada pelos recentes eventos em Denver. Desejam também deixar bem claro de que não têm qualquer conteúdo lírico ou crenças políticas que possam ter influenciado tal comportamento. Adicionalmente, os membros dos Rammstein têm também os seus próprios filhos, a quem eles continuamente incutem valores saudáveis e pacíficos.

Jeff Weise, que cometeu o massacre da escola de Red Lake também foi identificado como fã de Rammstein.

Depois da conclusão trágica da crise de reféns da escola de Beslan na Russia em Setembro de 2004, as autoridades Russas afirmaram que durante o sequestro, os captores ouviram Rammstein com o intuito de se manterem animados. No entanto esta afirmação não foi confirmada, além de que sabe que as autoridades russas receiam que os Rammstein sejam apelativos para “elementos indesejáveis” da sociedade Russa. Um concerto da banda em Moscovo agendado para 19 de Julho de 2002 chegou a ser cancelado por receio que atraísse skinheads.

Em Outubro de 2004, o video da música Mein Teil causou considerável controvérsia na Alemanha quando foi lançado. Este video faz uso de humor negro para retratar o caso de canibalismo de Armin Meiwes, ao mostrar um travesti (interpredado por Schneider) a prender os restantes membros da banda por uma trela, assim como a rebolar em lama. No entanto, a controvérsia não impediu que o single chegasse ao segundo lugar do top da Alemanha.

A imagem que a banda tem de si mesma é considerada sanguínarea: ‘Gostamos de estar no limite do mau gosto,’ disse Paul Landers, enquanto Flake Lorenz acrescentou: ‘A controvérsia é divertida, tal como roubar o fruto proibído. Mas tem um propósito. Gostamos que a audiência discuta com a nossa música, e as pessoas têm-se tornado mais receptivas a isso.’ (The Times, Jan 29, 2005).

Em 2009, Pussy é apresentado como primeiro single do novo album da banda, Liebe ist für alle da. O videoclip da música foi disponibilizado gratuítamente num site pornográfico. O vídeo foi realizado por Jonas Åkerlund e tem um carácter completamente pornográfico. Vê-se os membros da banda a fazerem sexo com belas mulheres, e no fim do clip, a ejacularem-se. Este vídeo foi bastante criticado, no entanto teve boa audiência.

Devido ao conteúdo lírico sado-masoquista da canção Ich Tu Dir Weh, o album Liebe ist für alle da foi incluído na lista da Bundesprüfstelle für jugendgefährdende Medien, uma agência federal alemã que examina músicas que possam ser inadequadas para jovens. Um trabalho incluído nessa lista pode sofrer uma série de limitações legais. Ainda do mesmo album, a canção Wiener Blut fala do caso de Josef Fritzl, o austríaco que manteve a filha, Elisabeth Fritzl, em cativeiro durante 24 anos na cave de sua casa, onde foi abusada e violada inúmeras vezes pelo seu pai, nascendo 7 filhos.

  • Anderson Junior

    Na verdade esta bibliogafia ests bem completa e a banda é um exemplo de companherismo, por terem se mantido unidos e nunca se separaram como tem acontecido com muitas bandas. Eu adoro escutar as musicas deles. Força Rammstein

  • Regiane Souza

    Amei! É completa e sem rodeios!
    Meu like é para esse site!

  • Bianca Cheshire,

    Ótima biografia!
    Uma das mais completas que já vi. Parabéns 🙂